sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo.

Acostume-se. ..."

Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei. (Sl 27.8.)

Extraido, o devocional, do livro ; Manancial no Deserto

É necessário esperar em Deus, a fim de vermos a Deus, de termos uma visão dEle. O elemento tempo é essencial na visão. Nosso coração é como uma sensível chapa fotográfica e para termos Deus revelado ali, precisamos sentar-nos a Seus pés por muito tempo. A face encrespada de um lago não reflete o céu.

Se queremos ver a Deus nossas vidas precisam estar quietas e em repouso.

A visão de certas coisas tem o poder de afetar uma vida: um calmo pôr-de-sol poderá acalmar um coração agitado. A visão de Deus sempre transforma a vida humana.

Jacó viu a Deus em Jaboque, e passou a ser Israel. A visão de Deus transformou Gideão, de covarde, em um soldado valoroso. A visão de Cristo mudou Tomé, de seguidor temeroso, para discípulo devotado e leal.

Os homens têm tido visões de Deus desde os tempos bíblicos. William Carey viu a Deus, e deixou seu banco de sapateiro para ir à Índia; Davi Livingstone viu a Deus, e deixou tudo para segui-lO através das selvas escuras da África. Dezenas e centenas de pessoas têm tido visões de Deus e hoje estão nos confins da terra, trabalhan­do para apressar a evangelização do mundo. — Pardington

É muito raro haver um silêncio completo na alma. Deus está-nos falando baixinho, bem de perto, incessantemente. Sempre que os sons do mundo cessam na alma, ou se empalidecem, ouvimos o murmurar de Deus. Ele está sempre falando baixinho aos nossos ouvidos. Se nós não ouvimos, é por causa do barulho, da pressa e da distração que a vida produz enquanto passa veloz. — F. W. Faber

Irmã e Esposa


Quando o centro do casamento é Deus, o marido e a esposa procuram se conduzir conforme a direção dele. (Ou, se só a esposa é salva, ela vai querer fazer o melhor que puder para obedecer a Deus nessas circunstâncias difíceis.) Deus pede para as esposas jovens “amarem seus maridos” (Tito 2.4), e o “amor” que ele pede de nós é o amor phileo: amor de irmão para irmão. Esse amor é baseado em nossa relacionamento de irmão, não em nossas emoções(destaque meu: Repita essa frase pra voce mesmo umas 15 vezes por dia). Debaixo da cobertura de Deus, o amor de irmão é o fator que sustenta o casamento. O amor de irmão é o oposto da mentalidade de ambição do moderno movimento feminista que quer ver todas as esposas competindo com os homens no mercado de trabalho lá fora. Em vez de lutar por “igualdade”, a irmã-esposa honra seu irmão-marido acima de si mesma (Romanos 12.10). Ela é dedicada a ele (Romanos 12.10). Dia a dia ela o incentiva (Hebreus 3.13; 10.24,25). Ela se sente triste com ele em suas angústias (1Pedro 3.8) e nega-se a difamá-lo ou a se queixar dele (Tiago 5.9). Se ele for cristão, ela o repreenderá quando for necessário e então prontamente o perdoará (Lucas 17.3). Ela faz tudo o que pode para passar tempo com ele (Hebreus 10.25). O objetivo dela é que eles vivam juntos produtivamente e em harmonia (Romanos 12.16; Salmo 133.1). Todas essas passagens descrevem o amor phileo, e todas se aplicam ao casamento cristão.

Ser esposa, então, envolve dois elementos: dedicação e renúncia. Precisamos levar uma vida inteira de dedicação e uma vida diária de renúncia. Mas os interesses individuais no centro do casamento refletem a importância que o feminismo dá à auto-satisfação. As feministas se queixam:

Tenho de fazer o que eu quero, ou não prestarei para nenhuma outra

pessoa”. “Não posso amar outra pessoa sem amar a mim mesma primeiro”.


Duas delas explicaram bem o motivo dessa queixa:

O padrão tradicional de papéis sexuais prescreve que os interesses da esposa devem ser subordinados aos interesses do marido e de quaisquer filhos que eles venham a ter… Em contraste, o padrão de igualdade sexual

prescreve que a mulher deve procurar ser autônoma e se satisfazer em seus

próprios empreendimentos em vez de só se alegrar com o sucesso de seu

marido. No padrão de igualdade sexual, a mulher tem liberdade para se dedicar aos seus próprios interesses sem subordiná-los aos do marido e dos filhos.

O casamento não tem ligação nenhuma com autonomia, mas sim com parceria. Autonomia quer dizer que nós sozinhas determinamos nossas próprias metas com base em nossos próprios interesses. Parceria quer dizer que Deus decide nossas metas e nossos papéis, e você e seu marido se colocam debaixo da vontade e autoridade de Deus.

Autora: Mary Pride

De Volta ao Jardim do Éden


Era uma vez, Jesus nos conta, um casamento ideal (veja Mateus 19.4-6). E esse casamento era assim.

Adão vivia em plena liberdade diante de Deus e da manifestação da sua glória. Ele não sentia solidão, pois havia Deus com quem conversar. A Bíblia jamais menciona que Adão tenha se queixado da falta de alguma coisa. Mas Deus tinha um plano para Adão, e era preciso algo para completar esse plano. Foi Deus quem disse: “Não é bom que o homem esteja só”.

Ora, será que depois Deus disse: “Farei um colega para Adão”? Não. Ele disse: “... Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. ” (Gênesis 2.18).

Deus deu Eva para Adão para que ela fosse a sua ajudante. Por que? Porque Adão havia sido designado para um projeto. Deus lhes disse “... Frutificai e multiplicai- vos, e enchei a terra, e sujeitai-a". (Gn 1:28). Sem Eva, Adão não teria condições de ser fértil e se multiplicar. Sozinho, ele também não podia encher a terra. Eva era necessária para o casal dar fruto. O motivo bíblico para a existência do casamento é produzir fruto para Deus. Casamento é produzir filhos e tornar a terra frutífera para Deus. Em outras palavras, o centro do casamento cristão é Deus, não o indivíduo ou o casal.

O objetivo principal do casamento cristão é produzir o que Deus quer, não satisfazer os desejos de um indivíduo ou de um casal. Como ocorre com todos os planos de Deus, nossas necessidades são supridas por meio da fé. Primeiro, fazemos o que Deus manda. Então, para nossa surpresa, passamos a ver bênçãos chegando às nossas vidas. Primeiro, negamos a nós mesmas e levamos a nossa cruz, e então sentimos o peso ficando leve e agradável. Só assim é que conseguimos ver o propósito de Deus para nossas vidas. E é só desse modo que realmente nosso coração passa a sentir liberdade, e experimentamos Deus derramando seu amor em nós e fazendo nosso casamento desabrochar e florescer.

Enfrentando a Verdade

O problema com essas três opiniões acerca do casamento (companheirismo, romance e igualdade sexual) é que o centro de tudo é o “eu”. No casamento de companheirismo, o centro de tudo é a minha necessidade de vencer a solidão. No casamento de romance, o centro de tudo é o meu desejo de intimidade. E no casamento de igualdade sexual, o centro de tudo são as minhas ambições profissionais. Se a necessidade em questão não está sendo suprida, ou pode ser suprida melhor em outra parte, desaparece então todo motivo para a existência do casamento.

Alguns poderão dizer que nesses tipos de casamento o centro de tudo não é o indivíduo, mas o casal. Mas, se meditar por um minuto, você verá que as pessoas raramente se casam porque querem ajudar outra pessoa a sair da solidão ou porque querem proporcionar experiências românticas para outra pessoa. Pelo contrário, as pessoas que acham que o casamento só existe para companheirismo e romance se casam porque querem que seus próprios desejos sejam realizados.

Não acho que a Bíblia ensine que o casamento só existe para satisfazer um único indivíduo, ou mesmo para satisfazer apenas o casal. Então qual é o propósito da existência do casamento?


Em Busca de Igualdade Sexual


A última opinião popular acerca do casamento é a igualdade sexual. Uma feminista evangélica apresenta assim esse tipo de casamento:

Num casamento de parceria igual, ambos os cônjuges se dedicam de modo igual a uma carreira profissional, e a ocupação de cada um é considerada tão importante quanto a do outro. Além disso, os papéis do que trabalha fora para sustentar a família e da que cuida das tarefas domésticas podem ser desempenhados tanto por um quanto pelo outro, em plena igualdade. Cada um dos cônjuges pode preencher esses papéis; os dois podem trabalhar em ambas as funções. Outra característica do casamento de parceria igual é a autoridade que o marido e a esposa usam juntos na tomada das decisões. Enfim, os papéis conjugais básicos são simplesmente marido e esposa, e nesse tipo de casamento o homem e a mulher não precisam ter filhos.

De acordo com a teoria da igualdade sexual dentro do casamento, é vital que cada parceiro obtenha tanto quanto ele ou ela . Assim Roberto promete lavar os pratos na quarta-feira em troca de Patrícia levar o lixo para fora. Ele tem a sua própria conta bancária, e ela a dela. Se ainda se sentirem solitários, eles poderão ter um filho a fim de alegrar o ambiente de casa, cada um esperando que o outro trocará as fraldas, dará mamadeira no meio da noite e colocará o bebê na creche durante o dia. Eles berram alto se alguém lhes pisa o pé, e estão sempre de prontidão para defender seus direitos.


Em Busca de Romance


A segunda opinião popular acerca do casamento cristão é que o casamento foi criado com o propósito principal de proporcionar “romance” para o casal. A teologia do romance vem logo atrás da teologia do companheirismo. Vejamos o que certo adepto dessa teologia tem a dizer:

Podemos justificar o casamento como eterno romance? O amor de Jacó por Raquel e o de Isaque por Rebeca incluem romance e um relacionamento íntimo. Mas o ponto de vista dos profetas é o mais decisivo. O fato de que eles escolheram o casamento como a melhor analogia do amor de Deus por Israel revela mais do que qualquer outra coisa o elevado conceito que os hebreus tinham acerca do casamento…

Revela também certo erro na teologia desse escritor, pois foi Deus, não os profetas, que escolheu usar o casamento como analogia. A riqueza do relacionamento conjugal alcança a sua expressão máxima no Novo Testamento. Paulo, seguindo o exemplo dos profetas hebreus, compara a união de Cristo e a Igreja com a união do marido e a esposa.

Isso soa bom, e é por isso que tantas pessoas são enganadas. Mas uma coisa é falar sobre romance, e outra provar que o romance é a base do casamento. No entanto, é exatamente isso que diz a teologia do romance, quando você a examina com cuidado. Vamos dar outra olhada no romance como “justificativa bíblica” para a existência do casamento. A vida conjugal de Isaque e a vida de Jacó com suas esposas não eram só romance. Aliás, Jacó viveu a vida inteira casado com Léia, uma mulher da qual ele não gostava. E quanto ao casamento de Deus com o povo israelita ou de Cristo com a sua igreja? Será que nossa união com Cristo consiste principalmente de encontros românticos? A verdade é que ganhamos experiências espirituais por causa de nossa frutífera obediência a Deus. Jesus não disse: “Se vocês me amarem, vocês terão mais e mais alegrias”. O que ele disse foi: “15. Se me amais, guardai os meus mandamentos. ” (João 14.15). Jesus também não disse: “Eu os escolhi para contemplar a beleza de vocês”. O que ele disse foi: “... eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...” (João 15.16). É claro que a nossa comunhão com Deus é importante e traz muitas alegrias. Mas nesta vida, assim como as emoções românticas não são a essência da vida cristã, também não são a essência do casamento.

O romance não é a raiz, mas o desabrochar da flor do casamento. É belo, é um presente de Deus, mas o casamento pode sobreviver sem ele. O que acontece quando os casais começam a andar cegamente à procura de métodos e formulas que prometem mais romance? Eis o aviso: “Não tenha dúvida de que quando a busca do romance se tornar o alvo mais importante do casamento, mais casamentos terminarão em divórcios”. (O destaque é meu.) E quem disse foi um líder evangélico que ensina a teologia do romance!

A teoria teológica de que Deus criou o casamento para o romance não tem base na Bíblia. A busca incessante de romance exige que os interesses pessoais sejam o centro do casamento, como se as excitações e as emoções fossem o motivo da existência do casamento. Essa busca coloca os casais no mesmo nível dos adolescentes que só vivem atrás de prazer, e destrói tudo o que não consegue se encaixar na visão de romance.